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Alerta: pesquisa mostra rotina de violência e assédio contra médicas mulheres no Brasil

Atualizado: 12 de jan.




As dificuldades enfrentadas por médicas no Brasil foi tema de um levantamento inédito da Associação Médica Brasileira (AMB) e da Associação Paulista de Medicina (APM). O estudo, que foi divulgado no fim de 2023, mostrou que os casos de assédio moral e/ou sexual no país são cada vez mais crescentes entre esse público.


Segundo a 1ª Pesquisa Violência contra a Mulher Médica, seis em cada dez médicas (62,6%) foram vítimas de assédio em seus ambientes de trabalho. Além disso, 74,08% testemunharam ou souberam de casos com colegas. A pesquisa foi realizada entre 25 de outubro e 16 de novembro do ano passado, com a participação de 1.443 profissionais de todas as regiões do Brasil.


O estudo também apontou que somente 10% das médicas que sofreram violência prestaram queixas a órgãos policiais ou judiciais. Dessas, apenas 5% afirmam que os casos foram efetivamente apurados e os responsáveis, punidos. O levantamento revelou, ainda, que mais da metade das médicas (51,14%) já sofreram agressões verbais ou físicas, e 72,35% têm conhecimento de episódios do tipo com outras colegas de profissão.


Outro dado importante do estudo é que 70% das médicas já enfrentaram preconceito em diferentes fases de suas carreiras, com quase um terço (31,7%) relatando discriminação durante o curso de medicina.


A pesquisa também abordou temas como comportamentos inadequados em trotes e competições esportivas durante a faculdade. Segundo especialistas da área, esse resultado evidencia a necessidade de medidas mais amplas para combater a violência contra as profissionais da saúde no país. Após a divulgação dos resultados da pesquisa, uma comissão nacional de médicas foi formada para lidar com questões de segurança, igualdade de gênero e melhores condições de trabalho. 


A primeira secretária da AMB, Maria Rita Mesquita, comentou sobre o assunto em matéria divulgada no Portal Terra. "Isso demonstra a importância de criarmos ações para melhorar o ambiente de trabalho e promover a igualdade de gênero. Há um canal no site da associação hoje em que as mulheres podem fazer uma denuncia com toda a segurança e privacidade. A AMB tem uma assessoria jurídica que pode auxiliar nesses primeiros passos. Também estamos montando uma comissão nacional de mulheres médicas de todos os estados para se reunir periodicamente e discutir ações", disse.


Recentemente, o blog do Instituto Simutec fez um artigo sobre a história da médica Angelita Habr-Gama, de 90 anos, que precisou se superar em diversas áreas da vida nas últimas décadas para vencer o preconceito e tornar-se uma das mais premiadas especialistas em cirurgia do intestino. Vale a pena a leitura!


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